Integração de dados e sistemas é essencial em fusões e aquisições

 

Quando empresas se unem por meio de fusões e aquisições (do inglês Mergers and Acquisitions – M&A), o foco costuma estar nas sinergias financeiras, na carteira de clientes e nos ativos tangíveis. Mas há um fator decisivo que pode transformar uma boa operação em um fracasso: a integração de dados e sistemas. Sem um plano bem desenhado, a operação corre risco de perder clientes, sofrer interrupções operacionais e desperdiçar o valor esperado da transação.

A integração de sistemas e dados garante que vendas, atendimento, finanças, produção e marketing “conversem” entre si. Em prática, isso significa consolidar ERPs, bases de clientes, cadastros, sistemas de logística e plataformas de CRM para que haja visibilidade única e confiável das operações.

Sem isso, relatórios financeiros ficam inconsistentes (impactando compliance e consolidação contábil), processos operacionais são interrompidos (atrasos em entregas, faturamento e suporte) e dados duplicados e de baixa qualidade minam decisões estratégicas. A integração é, portanto, essencial para realizar as sinergias prometidas na modelagem do negócio.

Quando a integração de sistemas e dados é bem executada em um processo de fusão e aquisição, há uma série de vantagens, como agilidade operacional (sistemas integrados reduzem retrabalhos e automatizam fluxos entre áreas), visão única do cliente (um CRM consolidado melhora cross-sell, retenção e experiência do cliente), redução de custo e risco (migrar e limpar dados evita custos recorrentes com contornos manuais e falhas) e conformidade e governança (políticas unificadas de segurança e privacidade reduzem risco regulatório).

Falta de integração de dados e sistemas: os riscos

Empresas que não priorizam a integração de dados e sistemas enfrentam problemas reais: perda de faturamento por faturamento duplicado/errado; clientes insatisfeitos por inconsistência de informações; multas por não conformidade em relatórios fiscais; projetos de TI intermináveis e estourados em custo e prazo. Além disso, decisões estratégicas baseadas em dados fragmentados podem derrubar aquisições inteiramente.

Mas como otimizar essa integração? Faça um planejamento na fase de Due Diligence (valide qualidade dos dados, arquitetura de sistemas e contratos de licenciamento antes de fechar o negócio), defina quick wins e MVPs (priorize integrações que gerem impacto imediato, como consolidação de faturamento e cadastro de clientes), promova um inventário de aplicações e dados (faça um mapeamento completo – catálogo de dados, fluxos, APIs, etc.), tenha governança e padrões (estabeleça um modelo de governança de dados, um plano de Prevenção contra Perda de Dados (DLP) e políticas de acesso), defina uma estratégia de migração (escolha entre coexistência, migração incremental, etc), faça testes e validação de reconciliadores (crie bases de comparação antes/depois para garantir integridade dos dados), estabeleça uma comunicação e mudança organizacional (treinar usuários e comunicar mudanças evita resistências) e mantenha um monitoramento pós-go-live (KPIs de qualidade de dados, SLA e dashboards operacionais são essenciais).

M&A, um processo cada vez mais crescente no Brasil

O mercado de M&A no Brasil manteve atividade relevante entre 2024 e 2025, com diversas fontes mostrando volumes elevados. Segundo a KPMG, no 4º trimestre de 2024, o Brasil registrou 1.582 operações de fusões e aquisições, um aumento de cerca de 5% em comparação com o ano anterior (2023). O número de transações domésticas (entre empresas brasileiras) foi de 981, seguidas por cerca de 394 operações de capital majoritário estrangeiro.

Em 2024, o valor total de M&A transacionado com deals de valor divulgado acima de R$ 50 milhões superou R$ 178 bilhões, mostrando uma recuperação do mercado. Também há crescimento forte nos setores de energia solar fotovoltaica: em 2024, as fusões e aquisições de usinas solares cresceram 76% em comparação com 2023.

Consultoria especializada: invista, para não perder tempo

Contar com uma consultoria em integração — com experiência em integração pós-fusão, arquitetura de TI e governança de dados — reduz riscos, acelera o roadmap e evita erros caros. Consultorias trazem metodologias testadas para due diligence tecnológica, planos de migração e governança, além de equipes já treinadas em ferramentas críticas (iPaaS, MDM, ERPs).

A integração de dados e sistemas não é “apenas um detalhe técnico” em fusões e aquisições — é um alicerce do sucesso. Planejar desde a due diligence, priorizar governança, usar ferramentas adequadas e contar com consultoria especializada transforma riscos em vantagens competitivas. Em mercados ativos de M&A como o brasileiro, executar a integração com qualidade significa proteger valor, acelerar sinergias e garantir que a promessa do negócio se torne real.

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