Como a IoT está moldando o futuro das empresas

 

Vivemos a era em que dispositivos conectados se tornaram protagonistas do mundo corporativo. A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), uma tecnologia antes vista como futurista, já é (faz algum tempo, na verdade) uma realidade concreta — e tem um papel cada vez mais central no modo como empresas operam, tomam decisões e inovam.

A IoT transforma objetos físicos em sistemas inteligentes super integrados, capazes de coletar dados em tempo real, analisar padrões, se comunicar pela internet com plataformas digitais e responder dinamicamente ao ambiente e às suas tarefas. Para empresas, essa integração entre o mundo físico e digital abre um leque de possibilidades de eficiência, automação, controle e competitividade.

A IoT é a rede de dispositivos físicos que, com sensores e conectividade, coletam e trocam dados com outros sistemas e serviços via internet. Estamos falando de sensores em fábricas, rastreadores logísticos, dispositivos vestíveis, sistemas de climatização, câmeras, equipamentos industriais e até eletrodomésticos corporativos — todos conectados e gerando informações.

Esses dispositivos não apenas registram dados, mas também processam, interpretam e reagem de forma automatizada, com apoio de machine learning, inteligência artificial e armazenamento em nuvem. Para as empresas, isso representa uma capacidade inédita de monitoramento, controle e decisão em tempo real.

Segundo dados da IDC (International Data Corporation), os investimentos globais em IoT devem ultrapassar US$ 1,1 trilhão até 2026. Só em 2024, o número de dispositivos IoT conectados em uso ativo no mundo chegou a 16,7 bilhões, e a expectativa é de que esse número cresça para 29 bilhões até 2030, de acordo com relatório da Statista.

Como o IoT molda o presente e o futuro corporativo

Com a explosão de dados operacionais gerados a cada segundo, as organizações não precisam mais esperar relatórios semanais ou auditorias mensais para agir. A IoT oferece:

1. Monitoramento em tempo real

Dispositivos conectados permitem acompanhar operações em tempo real, desde a produção até a entrega ao cliente. Isso possibilita respostas imediatas a falhas, otimização de rotas logísticas, controle de estoque e manutenção preditiva de equipamentos.

2. Automação inteligente

IoT permite que máquinas e processos “conversem entre si”. Em ambientes industriais, por exemplo, sensores podem detectar variações de temperatura ou vibração e ajustar o funcionamento automaticamente, reduzindo desperdícios e aumentando a segurança.

3. Insights orientados por dados

Com o suporte de IA e o uso de análise e inteligência de dados (data analytics e data intelligence), os dados captados pelo IoT são processados e transformados em percepções diferenciadas (insights) para os gestores. Isso viabiliza decisões mais precisas, rápidas e embasadas, com base no que está funcionando, no que precisa ser ajustado e nas oportunidades ocultas.

4. Eficiência operacional e redução de custos

A IoT permite identificar gargalos, falhas recorrentes e usos ineficientes de recursos. O resultado? Redução de custos operacionais, otimização de tempo e aumento da produtividade.

De acordo com a McKinsey & Company, empresas que adotam IoT em suas operações podem reduzir custos operacionais em até 25% e melhorar a eficiência produtiva em até 20%, graças ao monitoramento contínuo e análise preditiva.

Dados em tempo real: o grande ativo das empresas

Na era da informação, os dados se tornaram um ativo tão valioso quanto qualquer bem físico. Com o avanço da IoT, as empresas agora têm acesso a informações em tempo real, já processadas e contextualizadas — o que era impensável há alguns anos.

Com essa capacidade, líderes empresariais podem:

· Analisar operações ao vivo

· Detectar padrões e prever comportamentos

· Agir antes que problemas aconteçam

· Personalizar experiências de clientes e usuários

· Criar estratégias de crescimento com base em dados concretos

Porém, coletar dados não é suficiente. É preciso saber estruturá-los, conectá-los aos sistemas certos e traduzi-los em valor para o negócio. Aqui, definitivamente, entra o papel essencial de uma consultoria parceira para integrar IoT com estratégia.

Implantar soluções de IoT vai muito além da escolha de dispositivos ou sensores. Envolve visão de negócio, arquitetura de dados, integração entre sistemas, cibersegurança e governança da informação além claro da capacidade de levantar-se e entender das regras daquele negócio específico. Por isso, contar com uma consultoria é essencial para garantir que essa transformação seja eficaz, segura e orientada a resultados.

Uma boa consultoria atua como parceira estratégica, ajudando empresas a estruturar projetos de IoT conectados ao planejamento corporativo, integrar dados de diferentes dispositivos e fontes, criar dashboards inteligentes e insights automatizados, garantir a governança, privacidade e segurança da informação e transformar dados em vantagem competitiva real.

IoT é o presente e o futuro das empresas inteligentes

Segundo uma pesquisa da Deloitte, 83% das empresas líderes em tecnologia já utilizam IoT como base para decisões estratégicas, e 76% afirmam que a tecnologia contribui diretamente para a inovação em produtos e serviços.

Esses dados apontam que a Internet das Coisas já deixou de ser tendência para se tornar parte indispensável das estratégias corporativas modernas. Empresas que a adotam com inteligência ganham em agilidade, eficiência, segurança e visão estratégica — além de estarem mais preparadas para os desafios do futuro.

Impacto, muito além do financeiro

O uso de sensores tem impacto direto e imediato, tanto nos custos quanto na percepção do cliente sobre os produtos e serviços oferecidos. A utilização deles permite a intervenção imediata em um problema, por exemplo, trocando uma peça de um equipamento que apresenta mal funcionamento, minimizando o prejuízo maior.

O impacto vai muito além do financeiro. Pode, por exemplo, minimizar o risco de imagem que um cliente (ou potencial cliente) tem quando é afetado por sistemas que estão continuamente fora de operação.

Em uma escala maior, isso pode inclusive ser considerado, por exemplo, para sistemas que prestam serviços a população, como os serviços de mobilidade urbana. Dicas anotadas? Então, mãos à massa!

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